quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Flamengo, Joel e Luxemburgo

A passagem do técnico Vanderlei Luxemburgo pelo Flamengo chegou ao fim na tarde desta quinta-feira. Essa é a terceira vez, em um passado recente, que o treinador é demitido de um clube. Depois de passagens fracas por Palmeiras e Atlético-MG, o treinador encerra sua passagem pela Gávea da mesma forma.

Mas o tema do post é sobre o time do Flamengo e não o treinador (volto a falar dele mais a frente). Em um ano que começou complicado para a equipe carioca, cheio de polêmicas extra-campo com atrasos de salários, o fica ou não fica de Ronaldinho e Thiago Neves. E por fim, a falta de um melhor futebol.

Olhando para frente e, contando com a provável chegada de Joel Santana, a perspectiva que eu tenho é que a curto prazo o ambiente no vestiário melhore, mas não acredito que no campo o time apresente grandes mudanças.

É inegável que por ter um perfil mais boleirão, boa praça e cômico na maioria das vezes, Joel conseguirá controlar bem os ânimos dentro do vestiário e trazer um pouco de paz ao convívio com os jogadores. Coisa que ultimamente o ex- treinador já não conseguia fazer.

O retrospecto de ambos é muito parecido nos últimos anos. Tanto Joel quanto Luxemburgo tem obtido êxito em campeonatos regionais, porém pecam se avaliarmos suas performances em torneios nacionais e internacionais.

Luxemburgo se destacou nos últimos anos por vencer só campeonatos regionais. Em 2008 por Palmeiras, 2010 com o Atlético Mineiro e no último ano pelo próprio rubro negro. Quando o assunto é torneio nacional, as campanhas não têm sido muito satisfatórias. Inclusive com o galo, os resultados foram tão pífios que quase culminaram com o rebaixamento da equipe mineira.

“Papai” Joel não tem tido sorte tão diferente do antigo comandante rubro-negro. Seu último êxito comandando uma equipe foi o campeonato carioca de 2010 a frente de um Botafogo que jogava um futebol muito burocrático e vivia de cruzamentos para louco Abreu.

De lá para cá, o provável novo técnico do Flamengo teve uma passagem relâmpago por Cruzeiro, com mais derrotas do que vitórias, e a atual passagem pelo Bahia em que conseguiu livrar a equipe do rebaixamento na penúltima rodada do campeonato brasileiro.

Nessa história toda, o maior beneficiado é o Flamengo que vai conseguir acalmar o vestiário por algum tempo, até, quem sabe, conseguir colocar a casa em ordem. Para o futuro técnico, acredito que a troca não tenha sido válida. Afinal no Bahia ao que parece ele tinha um clube mais organizado e provavelmente maior estabilidade para trabalhar.

Já para o técnico Luxemburgo, recém demitido, é mais um golpe na tentativa de reerguer sua carreira e recuperar o velho brilho de outrora. A principio não vejo muito mercado para ele nos grandes centros do futebol brasileiro. Agora é esperar para ver se a atitude da presidenta do Flamengo renderá frutos, quanto tempo Joel permanecerá no cargo e qual será o próximo clube a apostar suas fichas no trabalho de um técnico decadente.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

E começa 2012

Acabaram as férias, finalmente o esporte bretão retomou suas atividades e os clubes mostraram suas novidades. Infelizmente os jogos oficiais ainda não voltaram à cena, uma pena, afinal ando sentindo falta de acompanhar uma peleja na televisão.

Dentro de 10 dias os principais campeonatos regionais entram em ação e a saudade da bola será desfeita. Mas, por enquanto o que temos são as novidades das principais equipes do país. Em geral os times não se reforçaram como em anos anteriores, muitos mantiveram suas bases e prometem um 2012 não muito diferente do ano anterior. Vamos ao que chamou mais a atenção:

Os times do sul o que fizeram contratações interessantes, tanto Grêmio quanto o Internacional se reforçaram bem. O destaque vai para a nova dupla titular tricolor composta por Kléber e Marcelo Moreno, porém não há reservas a altura dos prováveis titulares. No Inter acho que a melhor contratação foi do lateral Douglas, ex-Goiás, que promete dar uma cara nova a lateral colorada.

Na região Sudeste, podemos destacar o pacotão apresentado pelo São Paulo, do qual o único jogador que acredito seja destaque é o volante Fabrício que pode dar uma cara nova ao sistema defensivo tricolor.

Já o rival Palmeiras começa 2012 do mesmo jeito que terminou o ano passado. Um time muito aquém das tradições do clube e com reforços que, a principio, não trazem esperanças de dias melhores. O lateral Juninho é bom, mas deve oscilar um pouco neste inicio e se a torcida não tiver paciência pode queimar um bom valor.

Tanto Corinthians e Santos mantiveram suas equipes e tendem a fazer um bom papel neste ano. O Corinthians que já tinha um elenco equilibrado trouxe jogadores para compor o banco de reservas e acho que nenhum deles deve ter nenhum destaque. Para a equipe praiana falta só adquirir dos laterais para deixar o time equilibrado para as competições que disputar, já que apostar em Léo e Pará não é garantia de sucesso.

Os times de Minas Gerais, Atlético e Cruzeiro, não tiveram muitas novidades até agora e pelo jeito vão continuar com suas equipes fracas e brigando mesmo só pelo título do Campeonato Estadual. Não vejo os mineiros com times em condições de brigarem por coisa melhor durante este ano.

No Rio de Janeiro o Flamengo continua com suas intermináveis novelas, Thiago Neves e Vagner Love, e pelo jeito corre o risco de não contar com nenhum deles no time. O time carioca que mais promete para esse ano é o Fluminense que escorado pela Unimed fez ótimas contratações, já Vasco e Botafogo aparecem como 2º e 3º forças respectivamente e talvez consigam brigar por títulos em 2012. O rubro negro tem tudo para ser a decepção do ano, pois dos quarto times do Rio é o que tem o pior time e elenco, além de contar com suas crises.

Menção honrosa:

Acho que vale menção honrosa dois assuntos que mexeram com a mídia nos últimos dias. O primeiro é a eleição do golaço do Neymar como o melhor do ano pela FIFA. Não pelo gol em si, que foi genial, mas pelo fato de ser a primeira vez, acredito eu, que um jogador sul americano ganhou algum prêmio na Europa sem estar atuando lá. Parabéns, achei ótimo o feito do menino da vila.

O outro fato é a aposentadoria do goleiro Marcos. Marcão é um desses personagens que deveria ser proibido para de jogar futebol. Com seu jeito boleiro, o goleiro conquistou a admiração de todos os torcedores brasileiros independentes do time que torcem, aliás, ele é um dos últimos representantes do futebol boleiro. Hoje existem muitos atletas e poucos jogadores de futebol de verdade. Esse personagem vai deixar saudades, bem que ele podia ser contratado só pra dar entrevista depois dos jogos, ia ser divertido pelo menos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mas que jogo chato

O jogo entre Barcelona e Al Sadd pela semifinal do mundial de clubes foi de dar sono. Não que a partida tenha sido ruim, com direito a bicas e caneladas e talvez tivesse sido mais divertido. Mas foi o jogo de um time só, que fez o que se esperava dele tocou a bola, dominou o adversário com uma facilidade acima do esperado.

O grande problema, se é que isso é problema, foi que o Al Sadd não ofereceu resistência nenhuma ao elenco espanhol. Foram só dois chutes ao gol durante dos 90 minutos, além de um show de passes errados, faltas e rifadas de bola que devolviam a posse de bola ao Barcelona, facilitando assim o jogo de adversário.

Nada contra um time jogar com a bola no pé e ter mais de 70 % de posse de bola, mas o time de Messi, Inesta e Villa estava jogando com uma preguiça de fazer inveja a minha. Os atletas pareciam não estar com a mínima vontade nenhuma de disputar a peleja, tanto que nem comemoraram muito os gols.

Apesar de tudo isso que eu disse, o jogo serviu para apreciar a bela movimentação e algumas tabelas dos jogadores espanhóis. Agora é esperar pelo confronto de domingo conta o Santos e torcer para que o Barcelona entre com mais vontade e mostre o porquê de ser considerado o melhor time do mundo no momento.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A estréia santista que quase não vi

A ideia era fazer um post sobre a estréia do Santos do mundial de clubes em Nagoya. Infelizmente só consegui acompanhar o primeiro tempo da peleja então, vou fazer um texto sobre o que vi, ouvi e li. Nada mais justo.

Pelo que pude acompanhar durante a primeira parte do jogo foi um embate bem equilibrado. De um lado o time brasileiro que mesmo com estrelas como Neymar e Ganso tinha dificuldades em chegar à área do adversário para finalizar (pelas minhas contas foram só três chutes a gol). De outro lado havia uma equipe que, se era inferior tecnicamente, conseguia parar o meio campo santista com uma aplicação elogiável na marcação.

Em suma, o que eu vi foi um jogo muito equilibrado em que duas jogadas individuais praticamente decidiram o jogo. E que mesmo depois de fazer o segundo gol a equipe santista pouco ameaçou a meta do goleiro Sugeno.

Agora vamos a parte do jogo que eu li e ouvi. De acordo, com a maioria dos analistas, a equipe do Kashiwa partiu para o ataque e levou sérios problemas para a defesa santista. Nem mesmo a escalação mais cautelosa, talvez já pensando no Barcelona, com Durval na lateral esquerda funcionou.

Bem, juntando tudo, o time santista terá que apresentar um futebol muito e muito melhor do que o que fez hoje contra o surpreendente time japonês para ter alguma chance de derrotar o atual campeão europeu, claro, se este confirmar o favoritismo e chegar à final.

O engraçado é que durante toda a semana os principais comentaristas e analistas dos programas esportivos diziam que o Santos iria atropelar o time japonês e, não foi isso que aconteceu.

Agora é esperar pelo jogo de amanhã para vermos quem será o adversário da equipe brasileira na final e torcer por um belo jogo, ou seja, bem diferente do que aconteceu hoje. Amanhã farei o possível para conseguir ver o jogo do Barcelona e a tarde eu posto mais um texto aqui.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Novamente para História

Há cinco anos atrás a cidade de New Orleans e o time que a representa o Saints entravam para a história, mas não pelo lado esportivo e sim pela tragédia que abalou os Estados Unidos com o Furacão Katrina. A cidade ficou ilhada, completamente submersa sob as águas da represa. A casa do time dos Saints, mesmo com a estrutura abalada serviu de abrigo para as famílias que perderam sua casa.

A franquia quase deixou a cidade após a tragédia, ia se mudar para San Antonio, mas com os esforços do Estado da Lousiana e da prefeitura de New Orleans continuaram na cidade. Foram três anos de reconstrução da cidade e do Superdome.

Além da reestruturação física do campo de jogo houve também a reconstrução de um time que até a temporada de 2005 era o caso de pancadas da liga, 3 v - 13 d, nunca tinha chegado nem a final de divisão. O "novo" Saints começou a nascer com a chegada do técnico, Sean Payton, que trouxe o até então renegado QB Drew Bress e pinçou dos bons valores no Draft a temporada seguinte, Reggie Busch e Mark Colston.

A atual temporada foi o ápice desse renascimento o time foi o melhor da sua divisão com a campanha de 13 v - 3 d, e chegou a final após vencer de forma emocionante o favorito Vikings, de Brett Farve, com o Field Goal na prorrogação.

Domingo foi a redenção, o time que ganhou a torcida da grande maioria dos fans de futebol americano por sua história sofrida conseguiu derrotar outro favorito ao titulo. Os Colts jogaram bem, mas a ousadia do técnico dos azarões foi recompensada com o placar de 31 a 17 após começar perdendo por 10-0.

A estratégia ousada coroou a melhor campanha da história da equipe de New Orleans e antecipou o Mard Grass, carnaval de New Orleans, em uma semana e colocou jogarores como Drew Bress, Reggie Bush, Marques Colston e Tracy Porter, na história do maior esporte norte americano.

O time preto e dourado transformou em ouro o sonho das pessoas que ainda guardam lembranças do Katrina. Tomara que a história agora vitoriosa dos Saints continue.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Rio2016 - A conta já é nossa.

Depois de passar um pouco mais de uma semana da escolha do cidade brasileira como sede dos jogos olimpícos de 2016 decidi deixar minha opinião a respeito da realização do evento.

Primeiro creio que o acontecimento em si vai ser de grande valia para o povo carioca bem como para o país, que terá uma grande exposição no exterior e que poderá trazer lucros para a economia. Porém outros aspectos menos lúdicos me fazem ser contra a realização dos jogos no Brasil. Vamos a eles.

Como fazer: Como já ocorreu com a realização do Pan-Americano na mesma cidade, onde os gastos excederam em dez vezes o valor estimado, de R$ 400 milhões para R$ 4 bilhões sem que se houvesse o menor pudor com o dinheiro público. Isso sim me preocupa já que os Jogos Olimpícos demandam um quantidade maior de investimentos, já estimado em mais R$ 25 bilhões, oriúndos das arcas do governos que nós abastecemos. Por fim vale lembrar que são as mesmas pessoas que conceberam o Pan vão cuidar da gestão da Olimpíada.

Pós-Jogos: Tendo como referência o mesmo Pan que aconteceu na cidade carioca. O que ficará para a população da já citada cidade-maravilhosa(?).Será que ficarão elefantes brancos como o estádio do engenhão? o complexo Maria Lenk, que os atletas não podem usar para treinar e não servirão para abrigar a natação nos jogos olimpicos, ficará uma vila olimpíca feita nas coxas e sub-aproveitada por quem deveria realmente lucrar com a obra ou será que está vez teremos um legado que será deixado para quem realmente precisa. A conta nós já temos.

Desporto: Como fazer uma olimpíada no Brasil se nem atletas temos em condições de representar dignamente a nação nesta disputa. Nem projeto existe para nos tornarmos potencias olímpicas. Quer dizer temos uma olimpíada bilionária e atletas mendigos? Acho que sim.

Gostaria muito que essa riqueza toda fosse revertida em pró da população, gastos com educação, saúde, segurança e transporte. Mas acabo de perceber que os jogos olímpicos são mais importantes inclusive para a população.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ultra- Galático.

Uma apresentação estratosférica. Foram cerca de 80.000 pessoas recepcionar o novo dono da camisa número 9 do real Madrid. Nunca tinha visto algo semelhante, uma estrátegia de marketing perfeita, como é perito nesta arte o português conseguiu de cara conquistar toda a torcida presente no estádio.

Não pela qualidade técnica, ainda não , mas por convocar a torcida a saudar em uníssono " A la Madrid", foi legal a atitude dele em se aproximar dos torcedores logo na apresentação. Que além de contar com os astros do passado como Eusébio e Di Stefano , presidente de honra.

Sem dúvida foi uma apresentação digna do investimento feito pelo clube ao contratá-lo junto ao Manchester united. Retorno financeiro e de mídia o clube terá com certeza, só resta saber se dentro de campo o futebol apresentado por C. Ronaldo será equivalente a toda a festa preparada na sua chegada.


Belas festas fez a diretoria do clube merengue na chegada dos dois melhores jorgadores do mundo, eleitos pela fifa. Agora é esperar se a constelação de craques, rendera um time competitivo dentro das quatro linhas e que possa levar o Real aos titulos desta temporada.